A educação é um processo multidimensional. De fato ela apresenta uma dimensão humana, uma dimensão técnica e uma dimensão político-social. Estas dimensões não podem ser visualizadas como partes que se justapõem, ou que são acrescentadas uma às outras sem guardarem entre si uma articulação dinâmica e coerente. (CANDAU, 2001)
Você não acha que a formação multidimensional do educador permite que ele elabore uma proposta de ensino-aprendizagem também multidimensional para seus alunos? Para que isso seja possível, é necessário desenvolver competências docentes extremamente importantes para a sua práxis pedagógica, tais como as referentes
• ao comprometimento com os valores estéticos, políticos e éticos;
• à compreensão do papel social da escola;
• ao domínio dos conteúdos a serem socializados, de seus significados em diferentes contextos e de sua articulação interdisciplinar;
• ao domínio do conhecimento pedagógico;
• ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica;
• ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional.
Tais reflexões suscitam apontar para as recentes propostas de mudanças educacionais que exigem a revisão curricular. • ao comprometimento com os valores estéticos, políticos e éticos;
• à compreensão do papel social da escola;
• ao domínio dos conteúdos a serem socializados, de seus significados em diferentes contextos e de sua articulação interdisciplinar;
• ao domínio do conhecimento pedagógico;
• ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica;
• ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional.
Vários autores e organismos internacionais têm demonstrado grande preocupação em revisar e atualizar as propostas educativas, visando formar um novo indivíduo, um homem integral, que seja visto e valorizado em toda a sua inteireza, e isso deve começar pelo professor!
Destacamos aqui duas dessas propostas, que têm influenciado definitivamente a didática contemporânea, que são os quatro pilares para a educação do século XXI e a pedagogia das competências.
Os pilares da educação do século XXI, estabelecidos pela UNESCO são:
- aprender a conhecer: significa auxiliar o educando na apropriação do conhecimento, de modo que ele adquira autonomia em seu processo de aprendizagem e saiba manipular informações, em vez de acumulá-las;
- aprender a fazer: envolve a prática dos conhecimentos construídos, não basta compreender é preciso saber aplicar tais conhecimentos;
- aprender a viver juntos: saber lidar com o outro e trabalhar cooperativamente;
- aprender a ser: reconhecer seus limites e possibilidades, a fim de articular os pilares anteriores.
- aprender a fazer: envolve a prática dos conhecimentos construídos, não basta compreender é preciso saber aplicar tais conhecimentos;
- aprender a viver juntos: saber lidar com o outro e trabalhar cooperativamente;
- aprender a ser: reconhecer seus limites e possibilidades, a fim de articular os pilares anteriores.
Aliado às aprendizagens propostas pelos pilares, cabe ao educador pensar nas competências mais específicas. A pedagogia das competências tem como precursor Philippe Perrenoud, que nos motiva a construir as competências desde a escola básica, elencando o que os alunos precisam desenvolver em cada nível de ensino.
Competências são esquemas mentais ou modalidades estruturais da inteligência, de caráter cognitivo, sócio-afetivo ou psicomotor que, mobilizadas e associadas a saberes teóricos e experiências, geram habilidades ou um “saber fazer”.
É importante lembrar que as competências envolvem: conceitos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser). Embora existam as competências específicas por nível de ensino, todo e qualquer aluno precisa desenvolver competências fundamentais para atuar socialmente, as quais podemos visualizar abaixo:
